Repuxo de água salgada da baía de Paço de Arcos... mamarracho ou monumento?

Já há algum tempo que pretendia escrever sobre este estranho "acessório" que figura nesta pequena baía. Qual é o seu objectivo mesmo? Decoração? Sugar peixinhos e atirá-los pelo ar para gáudio dos observadores? Gastar energia (em época de consciência ambiental) e dinheiro do erário público? Fazer parecer aquela pequena baía com o lago Léman na Suíça?

Será que a câmara de Oeiras não viu que estamos em modo de contenção orçamental? O que a faz acender aquele mamarracho todas as noites? Excesso de orçamento para "monumentos de utilidade pública"? É que aquela bomba não deve gastar tão pouco como isso em termos eléctricos.

Peço-vos... iluminem-me novamente que me estou a passar com estes gastos orçamentais supérfulos.

Comentários

Teresa Coutinho disse…
Realmente não conheço este repucho em Paço D'Arcos, mas também não é preciso porque estou a imaginar o género, como existem tantos pelo país fora. Símbolo de cada gestão autartica ou simplesmente mau gosto e falta de senso de contenção de despesas, o que é certo é que cada autarquia acomula divídas incalculáveis, Foi o caso do recente buraco no orçamento da EDP, que por não ter a quem pedir satisfações no pagamento das facturas, teve o desplante de alvitrar que as facturas em atraso ou o débito da empresa, poderia ser divídido por todos os utentes. É claro que tão escandalosa sugestão levantou muitos protestos e por fim a medida não foi aprovada. A empresa teve obviamente de suportar as dívidas. Este caso é fragrante, porque os maiores devedores de elétricidade são precisamente as autarquias que com obras megalómanas como esta, não suportam os custos e simplesmente deixam para depois.