Valerá a pena tentarmos ser um povo igual ou parecido com os do norte da Europa em termos de organização?

Tendo em conta todas as nossas diferenças em relação às populações do norte da Europa, será que valerá a pena tentarmo-nos igualar em termos financeiros, económicos e sociais a esses povos? Não estaremos nós a irmos "contranatura" tentando ser algo para o qual o nosso povo jamais foi talhado?

Penso que a máxima "Somos latinos... não somos produtivos!", se adequa na perfeição aos portugueses, não valendo a pena estar a "forçar a barra" da produtividade, pois vai chegar a uma altura em que a "bolha" produtiva vai estoirar e tudo fica mais feio do que já é (para além de ficar mal na "fotografia" europeia).

Somos um povo que já começou mal com D. Afonso Henriques a bater na mãe. :-) Portanto tarde ou nunca nos endireitamos... até porque um país que tem tantas ligações a África e ainda pretende solidificá-las mais, não poderá nunca aspirar a ter uma relação "nórdica" com o tecido social ou empresarial português.

Os maus hábitos latino-africanos são muito fáceis de enraízar nos nossos costumes e ainda por cima eles já cá estão há anos, por isso, e tendo nós o nível de calor que temos em boa parte do ano, jamais se irão embora, tornando-se, obviamente, mais e mais incrustados na nossa medíocre sociedade.

Que têm vocês a dizer acerca disto? Iluminem esta mente que só vê este tipo de coisas na sociedade (isto e outras situações ainda menos abonatórias, mas por agora ficamos por aqui). Expliquem-me se alguma vez teremos força para nos levantar da "esteira de praia" e poisar a caipirinha para ir produzir tanto ou mais que os nossos "irmãos" nórdicos. Pessoalmente acho que nem com um "treinador" do país dos "vikings" isto lá ia. Era despedido por ter desaparecido de copo na mão numa das nossas praias algarvias. :-)

Comentários

Patrícia disse…
Iguais, iguais nunca seremos e ainda bem! Podíamos era importar algumas das coisas boas, misturar com as menos más que temos e esperar que funcionassem bem - atitude bem típica dos "tugas".… Até porque não nos podemos esquecer dos emigrantes que não esperam que a fortuna lhes caia do céu e fazem sucesso por uma grande diversidade de países e em diversas áreas. Por isso temos, lá bem no fundo, alguma coisa válida que, com melhores treinadores, poderia melhorar este cantinho do mundo. Eu ainda tenho essa esperança.
Catarina disse…
Parece que a Patrícia, tal como eu, ainda acredita no nosso potencial...Importar boas práticas, experimentar mistura-las com a nossa criatividade para ultrapassar e contornar regras e leis; poderá ser mesmo um bom começo...É verdade que ainda hoje há quem bata na mãe, na mulher ou no marido...Mas também há gente como muita garra, muita energia direcionadas para a produtividade, para a criatividade e com vontade de levar o nosso país pelas bocas do mundo numa perspectiva positiva...Eu considero-me produtiva, mas tenho consciencia que podia fazer muito mais e quero fazer muito mais...Acredito também que há mais "tuguitas" como eu...