Portáteis Magalhães... o pomo da discórdia!

Este texto foi recebido por "email", mas como é referente a um assunto muito em voga actualmente coloco-o aqui para toda a gente ver que espécie de políticos temos... de realçar que me lembro perfeitamente de um artigo numa conhecida revista de informática que já em 2006 anunciava este projecto pela mão do seu grande mentor: Nicholas Negroponte (o guru da informática do M.I.T.). Na altura chama-se O.L.P.C. (One Laptop Per Child) e era suposto ser um projecto bastante altruísta na sua essência, mas que descarrilou devido à ganância pouco escrupulosa da Intel. Mas vamos ler o que me chegou por "email" e que confirmo na sua totalidade.

«Não há ninguém em Portugal com acesso aos "media", e que não dependa de lugares ou favores, que possa desmascarar a esperteza saloia destes "políticos" poucos escrupulosos e sem nível?

*** MAGALHÃES ***
"O mais escandaloso golpe de propaganda do ano"

Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do "Primeiro computador portátil português", o 'Magalhães'. A RTP refere que é "um projecto português produzido em Portugal". A SIC refere que "um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel" e que a "concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnológico do governo socialista". Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro.

O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se "Classmate PC" e é um "laptop de baixo custo" destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon. As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o "Magalhães" é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: "Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto". Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.

A ideia é destruir os esforços de Nicholas Negroponte para o OLPC. O criador do "MIT Media Lab" criou esta inovação, o portátil de 100 dólares... A Intel foi um dos parceiros até ver o seu concorrente AMD ser escolhido como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o "Classmate PC", que está a tentar impôr aos países em desenvolvimento.

Sócrates acaba de aliar-se, "SEM CONCURSO", à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A "J.P. Sá Couto, Lda.", que já fazia os PC's "Tsumani", tem assim, "SEM CONCURSO", todo o mercado nacional do primeiro ciclo (para esta empresa já é conhecida a polémica da dívida que tem para com as Finanças e que está directamente relacionada com o facto de ter ficado com o exclusivo da fabricação do "Magalhães".

Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista. Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.

Se não fosse a blogosfera (que o ministro Santos Silva ainda não controla) esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.»

Este é o link que fornece todas as informações acerca do projecto original de Negroponte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicholas_Negroponte#O_PC_de_USD_100

Divulguem por favor e vamos tentar acabar com estas farsas contínuas de favorecimento dos "parceiros sem concurso"!!!

Obrigado… pelo bem da nossa informática e da nossa inteligência!!!

Comentários

Teresa Coutinho disse…
É verdade que já se fala da existência de um computador portáctil a baixos custos, produzido essencialmente para países em desenvolvimento. Mesmo para esses países, acho difícil a sua comercialização, as pessoas estão mais interessadas com a sua sobrevivência.

Em relação a Portugal, a ideia até podia ser boa, se não se montasse o circo à volta do "Magalhães". Lembrar que foi o senhor primeiro ministro entregar os "Magalhães", fez-se imensa publicidade com a entrega do computador.

Para além dos problemas que têm surgido, também agrava a vida dos professores que se vêm sobrecarregados com esta peça indispensável e que só viria facilitar a vida de todos.

Ainda existem muitas pessoas que não sabem trabalhar em computadores, agora com este "brinquedo", vão ter grandes dificuldades.
Anónimo disse…
Pois Magalhães...mais uma vergonha nacional!
Para além de pouco servir, a demagogia e falta de honestidade do Sr Engenheiro revela-se no simples facto de andar a distribuir os referidos (caça ao voto dos pais parolos!!!) e após a entrega frente às camaras de televisão, o "brinquedo" é retirado das mãos das crianças (sem filmagens)com a alegação de que não há para entrega...ou seja o Magalhães já foi "oferecido" dezenas de vezes...mas é sempre o mesmo...!
isto há com cada uma...
Lili