Conduz-se muito mal em Portugal...

Quem anda na estrada e tenta ser o mais profissional possível no meio da selvajaria que se tornou a circulação nas nossas estradas e ruas, nota que as coisas de dia para dia vão de mal a pior. Gostava de saber o que tanto mudou no ensino das escolas de condução desde a minha época para cá.

Na época em que tirei a carta de condução, faziam-se algumas considerações acerca do civismo na condução e de como se deveria portar um condutor perante certas atitudes dos seus pares. Actualmente penso que nada disso se deve ensinar nas escolas devido à quantidade de asneiras que vejo todos os dias. Analizemos:
  • Carros indiscriminadamente em cima dos passeios;

  • Carros estacionados desperdiçando espaço precioso para outros utentes;

  • Paragens repentinas na diagonal aos passeios;

  • Condução perigosa por entre o tráfego intenso em algumas horas do dia;

  • Práctica generalizada de não utilização dos sinais de mudança de direcção (piscas);

  • Em vias estreitas, estacionamento em segunda via com viaturas paralelas estreitando tanto a via que não permite a passagem de um carro;

  • Ultrapassagens pela direita;

  • Utilização indiscriminada da faixa da direita (de serviço) no eixo norte-sul quando existem filas compactas para a ponte 25 de Abril;
  • Condutores que se "colam" na traseira da nossa viatura, apitanto e esbracejando enquanto efectuamos uma normal ultrapassagem, supostamente, em segurança e executando todas as normas que figuram no código da estrada;

  • "Corridas" efectuadas por condutores desmiolados, alguns deles sem carta, no eixo norte-sul ou outras vias que proporcionam altas velocidades.
Tenho um certo medo de andar nas estradas deste país, não pelo pavimento mas pelos seus utilizadores que não se nota possuírem respeito por ninguém. Estamos cada vez mais isolados em nós próprios e com a mente activada para o lucro e para respondermos às exigências do nosso governo que continuamente nos exige mais esforços financeiros e apela constantemente ao sacrifício dos portugueses em prol de um bem comum que eu ainda não percebi bem qual é... ou melhor, se o bem será mesmo comum ou apenas de uma dada elite.
Opinem que gostava de saber a vossa opinião nesta questão.

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