A corrupção pode ser uma coisa boa para o país...

Frase algo polémica não é? Mas eu passo a explicar o conteúdo de uma frase destas que pode causar tanta celeuma: estive na Madeira recentemente e pude constatar que desde a última vez que lá estive há cerca de 2 anos muita coisa foi feita e o progresso cresce a olhos vistos por todo o lado.

O Dr. João Jardim pode ser tudo o que a oposição diz e muito mais, mas o que é facto é que quem pisa na Madeira sente imediatamente o peso secular de um isolamento a que poucos estão habituados no continente. Isto para tentar explicar que apesar de toda a gente saber que o Dr. João Jardim é corrupto, mas que ao mesmo tempo traz boas coisas para aquela ilha, fazendo-a aparecer no mapa das rotas internacionais.

Em sentido contrário está um continente que com tanto controlo e de tal modo apertado, vê-se a braços com uma burocracia gigantesa que o impede de progredir no sentido correcto. Se a corrupção trouxer uma mais-valia para o país e se o colocar nas rotas de nível internacional, não vejo que nada de mal venha ao mundo por causa disso.

Toda a gente sabe que os postos políticos são corruptíveis por natureza e que esse tipo de atitude jamais será irradicada, pois apesar da renovação de gerações dentro da política, os conhecimentos de como se manter no círculo mais alto, são passados de pais para filhos e a corrupção visível ou mesmo encapuçada, continua a existir enquanto existir classe política.

Por isso penso ser um combate inglório e de grande desperdício do erário público, a tentativa de erradicação da corrupção neste país. Esta questão tem a ver com a nossa raíz cultural. Tem a ver com o facto de sermos em primeiro lugar latinos e em seguida, pessoas que se "desenrascam" muito bem em todo o tipo de meios. Ou não fossemos nos portugueses de gema. Será que queremos perder essa identidade e tornarmo-nos nórdicos sem alma? Eu prefiro ser latino, quente e de "sangue na guelra".

À partida se uma pessoa vai para a política e se, eventualmente, consegue ascender a um cargo público de grande responsabilidade, é elegível para ser corrupto. Se não forem entidades exteriores, são interiores ou mesmo familiares e se a pessoa tenta combater isso, só vai ficar mais frustrada, pois nunca consegue agradar a "gregos e a troianos". Qual a melhor maneira de conviver com tantas facções da sociedade? Ora bem: ser um corrupto. É uma ciência, um estado de alma e um "modus vivendi" que é precido controlar nos seus mais ínfimos detalhes.

Portanto quando da próxima vez ouvirem falar em que foi apanhado mais um corrupto em qualquer sector da sociedade, pensem bem se isso foi uma coisa boa para o desenvolvimento do país e para a nossa felicidade pessoal e comunitária.

Quero saber da vossa viva voz, que opinião têm acerca do assunto e se realmente ter corrupção é uma coisa boa ou má para um país.

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