Amo-me e odeio-me...

Que afirmação mais narcisista e auto-depreciativa para se fazer num blog... mas é mesmo assim: amo-me e odeio-me. Amo-me porque me acho uma pessoa inteligente e cheia de recursos mentais (para o bem e para o mal obviamente) e odeio-me porque essas qualidades fazem-me passar por situações que me provocam desgosto e angústia.

Preciso de me libertar de mim próprio, de me concentrar mais na vida e menos na minha curiosidade e recursos mentais. Quero ser mais útil à comunidade onde moro, quero passar menos tempo comigo próprio, para não me prejudicar com os caminhos escuros para onde a minha inteligência me leva.

Quem me está a ler não faz ideia do que estou para aqui a escrever, mas este texto é o resultado de alguns anos de opções mal fundadas e percursos que não me deram nenhuma estabilidade de vida e agora, perante a crise instalada, a minha criatividade excedeu os meus próprios limites e acedi a áreas do conhecimento que me estão a dar bastantes dores de cabeça e preocupações para o resto da vida talvez.

Comentários

Oriente Antigo disse…
Eu sei do que falas...e tambem sei que vais conseguir, esta tudo na nossa cabeca...um beijo.
Adriano Faria disse…
hum... familiar esse discurso. Take Care. (of others too)