Banco Alimentar Contra a Fome - Take 2...

Vi a azáfama dos voluntários no Banco Alimentar este sábado no Telejornal das 20:00... assaltaram-me imediatamente certas questões que nunca vi ninguém responder nem revelar:
  • Quem paga a conta da electricidade de todos os Bancos Alimentares?
  • Quem paga o arrendamento de todas as instalações dos Bancos Alimentares?
  • Alguém cedeu essas instalações e se foi esse o caso a troca de quê?
  • Como conseguiram comprar os veículos (camiões, carrinhas e empilhadores) que toda a gente vê na azáfama diária? E se avariarem quem os repara e com que peças? E o dinheiro para o combustível de onde provém?
  • Como conseguiram comprar toda a estrutura de armazenamento (grades, paletes, etc.)?
  • A presidente e restante corpo administrativo dos Bancos Alimentares são remunerados ou voluntários também? Se são remunerados de onde provêm esses valores?
  • Se são voluntários como podem essas pessoas manter dessa maneira uma vida de contas normais do dia-a-dia?
  • Quantos dias por semana passam os voluntários a trabalhar nessa actividade?
  • Se esses voluntários passam o tempo ocupados com essa actividade, de onde provêm os rendimentos para fazerem face às despesas do dia-a-dia?

Peço desculpa por colocar estas questões num momento de grande aflição como é o de milhares de desempregados que necessitam do apoio dessa instituição, mas achei pertinente tentar saber de onde provém tudo isto que permite manter toda a estrutura.

Pessoalmente, tentei um dia fazer algo do género mas a um nível mais pequeno e tudo me foi recusado, desde licenças até empréstimos, por isso alguma coisa está mal contada em toda esta aparente "generosidade".

Por favor, elucidem-me que eu sinto-me perdido neste assunto.

Comentários

Anónimo disse…
João
Faço minhas as suas palavras...principalmente o último parágrafo.

Nem imagina (ou melhor, deve imaginar) as dificuldades e as portas fechadas que se me têm deparado quando vou pedir ajuda para algo que o Governo anuncia a largos pulmões que é solidário: a ajuda a pessoas com deficiência.

Tristeza de país.
República das bananas

Paula