O mito de que necessitamos de um governo...

Todos criticam o governo, mas poucos conseguem ter uma visão mais ampla do tema e reconhecer que na realidade não precisamos de um governo absolutamente para nada, isso mesmo, para NADA.

Um governo não se consegue manter sem a aceitação e colaboração do povo, mas o povo consegue seguir a sua vida tranquilamente e de uma maneira muito melhor sem o governo. Isso tudo decorre do facto de que é o povo, e não o governo, que gera desenvolvimento, riqueza e progresso. O governo é apenas uma elite formada por um grupo reduzido de pessoas que suga as riquezas e recursos, e mantém o seu poder através do parasitismo que exerce sobre a população.

Várias são as desculpas inventadas por aqueles que estão no poder para justificar as suas regalias, para provar que eles são realmente úteis e necessários, e todos esses argumentos decrépitos e falaciosos são repetidos constantemente nos media, nas escolas, faculdades, e onde quer que procuremos saber sobre o assunto. Este artigo dedica-se a desmistificar de uma vez por todas o mito que se criou em torno do governo, e serve para provar que ele não só não serve para nada, como apenas nos prejudica. Vou listar os principais argumentos que utilizam para justificar a existência de um Estado e em seguida provar que tal argumento é completamente mentiroso e refutável.

Argumento nº 1: Sem Estado, haveria o caos generalizado.

Essa idéia é completamente errada, primeiro porque a grande maioria das pessoas rejeita naturalmente o caos, praticamente ninguém em sã consciência quer viver sob um caos generalizado. Dessa forma, a estabilidade que existe nas ruas não é mantida exclusivamente pelo governo, mas sim porque as pessoas cooperam mutuamente. Claro que vai haver sempre uma minoria de vândalos, mas eles podem ser facilmente controlados através das empresas de segurança e dos tribunais privados.

E os pobres seriam os maiores beneficiados: imagine que um pobre sofreu um crime e não tem como arcar com um tribunal privado, o que fará ele? Poderá simplesmente vender o título de julgamento a uma empresa, e ela encarregar-se-à de todo o processo de busca e julgamento do criminoso, assim como a cobrança da multa. Este mercado de títulos será infinitamente superior, em termos de eficiência, às polícias e julgamentos públicos.

Argumento nº 2: Sem um Estado, as empresas monopolistas iriam tomar conta do mercado.

Se alguém já leu qualquer texto sobre o modo como surgem os monopólios, você já sabe que essa afirmação é falsa. Se ainda não leu, então saiba que é impossível surgir algum monopólio no livre mercado, sem a intervenção de um governo, porque o que garante um monopólio são justamente as regulamentações governamentais, como as licitações, concessões, os direitos de marca e direitos de autor, patentes, etc.

Argumento nº 3: Sem um Estado, as máfias tomariam conta de tudo.

Seria impossível isso acontecer por dois motivos: o primeiro é que iria haver uma forte concorrência entre as empresas de segurança, e o segundo é que para dominar um território a empresa teria que arcar com os próprios custos para realizar esta "guerra", o que não seria interessante para o seu lucro. E é exactamente por causa deste argumento que o governo deve ser reduzido constantemente até se tornar ele próprio uma empresa, porque é exactamente o governo a maior de todas as máfias organizadas e criminosas da história. Governos não são entidades divinas e bem-feitoras por natureza, eles são administrados por homens, que como todos os outros homens, também possuem ambições e fraquezas, o que faz com que qualquer governo seja tirano e corrupto.

Argumento nº 4: Sem um Estado, o trabalhador seria explorado sem limites pelas empresas.

No livre mercado, as empresas não só passarão a concorrer intensamente por mercados, o que fará com que a qualidade dos produtos melhore e os preços baixem, como concorrerá intensamente também por empregados, o que fará com que os salários e vantagens trabalhistas aumentem num ritmo igualmente intenso, melhorando cada vez mais a qualidade de vida do trabalhador, ao contrário do que ocorre com a existência de um governo, que impede uma série de iniciativas privadas e controla preços e salários.

Argumento nº 5: Sem um Estado, o território seria invadido por exércitos estrangeiros.

Lembre-se de que haveria uma quantidade interminável de empresas de seguro para segurança, e elas seriam os primeiros alvos de um ataque governamental estrangeiro, logo, elas seriam as maiores interessadas na defesa deste território sem governo, e produziriam e negociariam todo tipo de armas mais eficientes do mercado, criariam os exércitos mais bem preparados do mundo, e teriam extremo cuidado na estratégia, porque seriam elas que estariam a arcar com os próprios custos. Esta defesa privada seria muito mais eficiente que a defesa governamental, justamente por ser uma união descentralizada de vários pequenos exércitos, e seria também mais eficiente na produção e alocação dos recursos necessários à defesa, como matérias-primas, armas e soldados.

Argumento nº 6: Sem um Estado, todo o meio ambiente seria destruído e as cidades seriam apenas ruínas.

É muito mais fácil o meio ambiente ser destruído através de um Estado do que sem ele. Isso porque quando o meio ambiente é de todos ele na verdade não é de ninguém. Nenhum dono de uma propriedade privada florestal destruiria a floresta apenas para lucrar com a venda desta madeira que nunca poderia ser vendida novamente. Toda a empresa trabalha justamente com a idéia de lucro constante, logo, sendo elas donas de propriedades ambientais, seriam as maiores interessadas na preservação das florestas e do meio ambiente, porque é muito mais interessante explorar o potencial de lucro do meio ambiente e ganhar dinheiro constantemente com isso, do que destruir tudo e ganhar dinheiro somente uma vez. Além disso, existiriam outras propriedades privadas no seu redor, que poderiam processar uma empresa que as estivesse a prejudicar através de actividades desastrosas. A regulação privada do meio ambiente seria, portanto, extremamente mais eficiente que a regulação estatal.

O mesmo pode-se falar das cidades: você não iria deixar a sua própria rua degradar-se ou mergulhar numa série de acidentes de trânsito exactamente porque você é o maior utilizador da sua rua, e seria o maior prejudicado caso ela se degradasse, logo, seria de interesse de todos os moradores cuidar da preservação do ambiente ao redor das suas propriedades.

Costuma-se dizer que o Estado governa pelo povo e através do povo...sendo assim, porque é que o povo não se pode auto-governar? Será que as pessoas que formam o Estado são assim tão inteligentes e nós somos assim tão burros?

(Recebido por e-mail e adaptado ao português)

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