Bater em mortos...

Portugal anda todo eufórico porque ganhou ao Luxemburgo 5-0.

Não entendo de todo a euforia porque nem o jogo contou para coisa nenhuma nem sequer "bater em mortos" dignifica qualquer jogador ou treinador. No entanto, todos nós andamos com o "rei-na-barriga" como se tivessemos ganho à maior das equipas deste planeta.

Em tempos de quase termos falhado o próximo campeonato europeu de futebol, termos ganho aos coitados do Luxemburgo é como um "balão-de-oxigénio" para as aspirações portuguesas. A "chico-espertice" tuga dita que façamos uma festa sempre que ganhemos, nem que seja a "feijões" a equipas quase amadoras (também se não ganhássemos seria outro escândalo a juntar a tantos outros que grassam no nosso futebol).

Sem qualquer laivo de hipocrisia digo e repito, adorava ver um dia Portugal perder tanto as chances de se qualificar para um campeonato europeu e ainda no rescaldo desse evento, perder todos os dirigentes desportivos de topo, para que de uma vez por todas, os jogadores se mentalizassem que o futebol não é o que mais falta faz ao nosso país nem sequer ao mais comum dos cidadãos. O que nos faz falta realmente é acreditarmos em nós próprios como pessoas e profissionais e não projectarmos as nossas frustrações ou incompetências numa equipa de futebol que umas vezes é "grande" e outras mergulha no abismo da perdição.

São amplitudes demasiado instáveis para criar um espelho da nosso povo como nação.

Se pensam que eu como cidadão estou a dar um mau exemplo de como uma equipa de futebol personaliza as aspirações desportivas de todo um povo, por favor caiam em cima de mim como "cães a um osso", mas sejam justos e pensem com a cabeça e não através da típica mentalidade portuguesa.

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