Evento TT...

Fui ver e participar num evento de Todo-o-Terreno pela primeira vez na minha vida na zona do Cadaval e fiquei chocado pela quantidade de aficionados que se juntam em certos locais quando a "trombeta" do toca a reunir é tocada pela federação portuguesa de TT.

Quem presencia eventos deste tipo jamais diria que estamos numa gravíssima crise económica dada a quantidade de combustível gasto e a quantidade de veículos Todo-o-Terreno modificados envolvidos no encontro.

Toda a organização trezanda a dinheiro e basta um breve olhar para algumas personagens que se pavoneiam por este tipo de eventos para reparar que não são de todo pessoas de poucas posses.

Portanto está mais do que provado que a crise está apenas patente nas camadas mais baixas da sociedade o que confirma a teoria de que os ricos nunca pagam crise alguma.

Dezenas de veículos de quatro rodas motrizes alinharam-se para a partida que, depois de um muito breve "breafing", iniciaram a marcha em direcção a um percurso com cerca de 36 km por entre alcatrão, gravilha e pura lama com grandes "lagos", subidas e descidas que mais pareciam pistas de patinagem do que estradas praticáveis.

E no meio de toda esta "diversão" ali estava eu, um iniciante, agarrado a um "road-book" (folhas que indicam os "azares" do trajecto assim como alternativas para fugir deles) tentando interpretar os sinais afim de ajudar o condutor do veículo onde ia a não cair em algum buraco em que teríamos de sair e enchermo-nos de lama até ao pescoço para o tentar "desatascar".

Uma das coisas mais interessantes são as paragens obrigatórias em vários locais, geralmente adegas, onde nos é oferecida comida e bebida até encher o "bandulho". Claro que ao fim da segunda ou terceira paragem (geralmente umas 6 ou 7) já não conseguimos meter mais nada para dentro (principalmente para mim que como apenas para sobreviver), mas como geralmente somos muitos a comida acaba por desaparecer aos poucos e a bebida ainda mais depressa.

Como as paragens regulares não chegavam para justificar o valor pago pelo bilhete de acesso a esta "passerelle" de jipes de todos os feitios e tamanhos, ainda tivemos direito a um jantar que nos atulhava mais o pobre estômago. Claro que apenas comi uma sopa pois já não podia ver tanta comida à minha frente e a prova é que desse dia até hoje tenho comido muito pouco devido ao fartote que foi esse sábado na zona de Cadaval.

Comentem acerca do que pensam destes eventos que eclipsam a crise e, no meu ver, distorcem a realidade do que se passa no país.

Comentários

victor ribeiro disse…
Enttao o Homer tambem é uma pessoa de posses para poder frequentar estas andaças
HomerJ disse…
Não Victor, não sou de todo... fui apenas como convidado e escrevo sobre aquilo que presenciei. Uma espécie de "repórter de guerra" cumprindo a sua missão.