A Soma de Todos os Medos...

2012...

Finalmente chegámos ao ano da soma de todos os medos.

Ao ano do maior nível de austeridade que há memória na história portuguesa recente.

Ao ano da maior concentração de negativismo que todos os governos a seguir ao 25 de Abril conseguiram incutir na população e economia portuguesas.

Todos os medos irão desenvolver-se durante este ano. Que será de nós como nação, como povo, como sociedade?

Ninguém sabe, nem mesmo os indivíduos que nos trouxeram até esta singela situação ainda por cima governados por um grupo de gente exterior ao povo português que nos considera apenas números sem alma, sem passado, sem futuro e acima de tudo falidos como tontos que não conseguem gerir a sua própria vida.

Coragem política para nos separarmos desta âncora a que chamam Europa e que nos arrasta continuamente para o fundo e para a desgraça económica, é o que necessitamos.

Alguém com coragem para nos quebrar os grilhões europeus, alguém com força de liderança que em vez de nos tornar europeus, nos torne portugueses e orgulhosos do que é nosso.

Alguém que castigue fortemente quem nos colocou nesta situação e faça desse castigo um exemplo para quem ousar repetí-lo no futuro.

Alguém que não permita os costumeiros jogos de bastidores que prolongam os julgamentos indefinidamente.

Alguém que nos torne de novo portugueses e que impeça que o contrário se venha de novo a verificar.

Estas são ao mesmo tempo as minhas previsões para o ano que entra e também os desejos de desobediência civil generalizada para que quem nos governa obtenha uma mensagem clara de que não estamos para sermos novamente espezinhados por "líderes" que nos afundam em terror económico ano após ano.

Esperemos que o ano da soma de todos os medos passe depressa e que os meus leitores de língua oficial portuguesa entendam exactamente as dificuldades que tudo isso acarreta para um povo sacrificado ano após ano com enganos, ilusões e desvarios económicos, que governos alternados do PS, PSD e CDS nos fizeram "engolir" como cobaias de laboratório.

A nossa situação é exatamente a soma de todas essas experiências goradas para o lado do povo e enriquecedoras para o lado da classe política. A soma de todas as somas de dinheiros comunitários mal empregues e mal distribuídos.

Posso, oficialmente, dizer que me envergonho de ser português e me envergonho de todos os governantes eleitos por gente sem consciência de pertencerem a um povo com história e que apesar disso conseguiram defraudar até o próprio idioma, alterando a própria essência da diferenciação que nos permitia sermos únicos e originais, cedendo aos interesses económicos sem futuro de uma nação que para além de ter sido apenas como um irmão para nós, nos tem "roubado" aos poucos toda a identidade cultural adicionando e colando a sua cultura à nossa como se nós, como nação, necessitassemos de outro povo para, definitivamente, nos evidenciarmos ou nos identificarmos.

Desafio e conjuro todos os que ousam auto-intitularem-se portugueses, a lutarem pelo país e a recusarem ser escravos desta ditadura económica e a lembrarem-se de que tivemos cerca de 40 anos de ditadura no passado e que existiu uma revolução para nos livrar dela.. portanto poderá haver mais outras tantas para nos livrar do mal que se abateu sobre nós se o povo o desejar. Não existem leis que impeçam o povo de desobedecer civilmente aos seus governantes. Lutemos por Portugal... mais uma vez!!!

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