Paranóias informáticas com sentido...

A semana que passou viu chegar a data E.O.L. (End Of Life) do Windows XP (Home e Professional Editions), mas ainda existem muitas pessoas que estão a segurar-se a ele com a esperança que a Microsoft possa reverter a sua decisão. Como convencer um membro da família ou amigo mais teimoso a actualizar o seu sistema já sem suporte para um mais recente e mais seguro e ainda fazê-los entender que é no seu próprio e melhor interesse.

Pergunta:
Estou à procura de ajuda para convencer um teimoso membro da minha família que não pretende actualizar o seu sistema antigo (e possivelmente já comprometido): A situação que enfrentamos aqui é um membro da família, cuja posição lógica é a seguinte: Eu não quero actualizar algo que funciona muito bem porque as actualizações podem quebrar alguma coisa dentro do sistema operativo. Olha para o nosso antigo computador que ainda executa o Windows 98. Tenho vindo a usá-lo todos os dias para tudo há 15 anos e funciona sem qualquer problema, mesmo sem nenhum anti-vírus ou qualquer outra coisa.

Usando o mesmo raciocínio, ele resistiu fortemente a instalar quaisquer actualizações ou Service Packs no seu outro computador com o Windows XP, e agora que o XP está morto, eu não consigo imaginar qual vai ser a sua reacção com a escolha de: ter de adquirir várias cópias do Windows 7 para os seus computadores custando o que custa um pacote isolado desse sistema operativo, ou então mudar para Linux e, basicamente, reaprender a usar um computador a partir do zero.

Que factos posso eu usar para o convencer que é muito perigoso deixar o computador infectado com "malware", mesmo que ele não perceba que alguma coisa está errada? O que pode um técnico fazer para convencer um membro da família que a actualização para a segurança pessoal e estabilidade de um sistema é uma óptima ideia?

Resposta:
O argumento que melhor se adapta e que menos poderá ser refutado é de que, se não tem mais nada para se proteger, pelo menos tem a sua reputação e vida. Se a sua conta começa a enviar "spam" com vírus, tem que se justificar a todos os contactos do seu livro de endereços.

Se a Polícia Judiciária aparecer à porta dele e perguntar por que é que o seu PC está envolvido num ataque coordenado de D.D.O.S. (Distributed Denial of Service) ao site de um banco (porque o PC ficou de repente registado na "botnet" Zeus), tem que os deixar vasculhar todos os seus artefactos pessoais para (espero) provar que não é um "cybercriminoso" elegível para ser preso por mais de 20 anos. Ou pior ainda, alguém usou o seu computador como um "proxy" para o "download" de pornografia infantil, roubo e venda de dados de cartões de crédito, ou para a venda de droga na Rota da Seda.

Toda a gente tem a sua reputação (e potencialmente a sua liberdade) a proteger. Enfatizando que é uma das maneiras mais eficazes de ensinar às pessoas religião ("patching"). Apenas uma investigação sobre alguns destes tópicos é suficiente para ser verificado e investigado durante a existência de antecedentes, que podem perseguí-lo pelo resto da sua vida.

Outra resposta:
A melhor maneira de explicar às pessoas não-técnicas é através de uma analogia, e isso é igual a manter as informações numa caixa de sapatos perto de uma janela aberta. Depende do seu comportamento, ou não, saber se as informações na caixa de sapatos valem a pena a protecção, ou se alguém vai levar a caixa sem nos apercebermos, mas o facto é que qualquer um que tem alguma curiosidade sobre técnicas de "hacking" para fazer isso, facilmente o vai poder fazer.

Existem muitas outras razões, para além das referidas, para se usar um sistema actualizado e que é uma óptima ideia quando se trata de manter a nossa segurança pessoal. Não há necessidade de estender um convite aberto aos problemas quando ele pode ser evitado com um pouco de prudência e cuidado.

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