Ausência prolongadamente angustiante...

Sim... tenho estado ausente, muito ausente e ainda por cima sem grande inspiração para escrever seja do que for. Olhando para as estatísticas do "blog" não vejo grande incremento no interesse que em tempos as pessoas tinham em ler as análises que me brotavam do cérebro.

Temas existem todos os dias, mas a minha vida todos os dias muda... muita gente ansiaria pela mutação constante e pelas viagens por esse país que tenho feito regularmente, mas actualmente e do alto da minha idade, tudo isso já cansa.

Gostaria de ter, neste momento da minha vida, uma profissão mais calma e mais descontraída com horários mais certos e com alguma rigidez para que pudesse planear a minha vida e os meus passos futuros... mas não. Nem por sombras isso deverá ser possível nos próximos tempos. Não tenho nem sei trabalhar de outro modo que não este... o de ser nómada e sem eira nem beira.

Apesar do cansaço e do custo que este estilo de vida tem, gosto realmente de sentir que vou a algum sítio novo ou que mesmo indo a algum sitio repetido vejo as mesmas caras que gosto de apreciar e perguntar sobre as suas vidas como se isso me aliviasse de algum modo desta minha ânsia de fugir constante. Gosto de partilhar algumas partes da minha vida com as pessoas que, simpaticamente, partilham partes das suas, numa interacção que talvez seja entendida como entediante mas na realidade constrói pontes e solidifica relações.

Por isso peço perdão pela ausência, perdão pela indefinição e perdão falta de motivação na escrita dos artigos. Vou tentar novamente voltar a estes temas que me são tão queridos e que acima de tudo cimentaram a minha presença neste mundo dos blogs.

Nova fase se adivinha no horizonte... uma fase ainda mais angustiante e que se iniciou, para quem se lembra, em Fevereiro de 2009. A minha vida em suspenso. A minha existência dependente de forças exteriores à minha vontade. O "fantasma" que pensei ter ido embora, voltou em força e mais potente que uma tempestade em fúria avassaladora. Sinto-me como um nadador que à vista da costa e quase a alcançar a segurança de uma praia calma, é de novo puxado por um redemoínho onde as forças para o enfrentar já vão faltando.

Caramba, que vida a minha. O que a curiosidade me iria trazer por sorte. Que vicissitudes ainda me aguardarão a breve trecho e quando poderei respirar de alívio e renascer para a vida? Angustiante espera esta... por uma sorte que não sei qual será. Resta-me aceitar o meu destino e o que ele trará de bom e de mau para o resto da minha vida.

Entretanto irei tentando sobreviver e escrever mais e melhores crónicas destas minhas "polémicas incómodas" e para as quais as investigações me trouxeram a este ponto da minha vida. Adorem-me ou odeiem-me mas não se esqueçam de mim... não me esquecerei de vocês e da companhia que me têm feito nas horas mais solitárias.

Obrigado pelo vosso carinho e atenção.

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