Praia das Rocas (Castanheira de Pêra)

Uma bela praia artificial mal-aproveitada na sua essência. Uma praia com potenciais ondas artificiais que podia ser melhor e mais abrangente para mais desportos náuticos e de ondas mas que, pela falta de visão de quem idealizou o projecto, ficou pela metade apenas.

Um gasto enorme em bombas hidráulicas que absorvem e injectam água de volta na piscina para formar pequenos triângulos líquidos os quais depois vêm espraiar-se na área mais rasa do complexo de piscinas.

Essa força que injecta a água poderia ter sido bem direccionada e até consideraram-se uns muros com maior altura para que fossem geradas ondas com maior dimensão e plenamente surfáveis por aprendizes dos desportos de ondas no interior de Portugal. Mas a visão não chegou tão longe. Ficou aquém do esperado quando foi oficialmente anunciada. Afinal era apenas um pequeno lago onde se tinham gasto horrores por umas bombas que não fazem mais do que "chacoalhar" um pouco a superfície da água da piscina, criando deste modo algum movimento às águas e com isso dar a ideia de ser uma simulação de uma praia real no oceano que está a cerca de 80 km de Castanheira de Pêra.

Realmente não se entendem certos investimentos dos autarcas em certas zonas do país. Neste caso porque a Praia das Rocas poderia ter sido um foco de novos desportos e foco de atracção de campeonatos de surf "indoor" e com isso trazer mais e melhores investimentos para a terra que tanta necessidade tem deles. Alguns desses investimentos poderiam ter sido das maiores marcas do surf tais como a Rip Curl, a Billabong, a O'Neill, a Hurley, etc.

O dinheiro gerado por essas competições e pela vontade dos jovens aprenderem um novo desporto, sem tradição naquelas paragens, dariam um salto qualitativo e com toda a certeza uma expansão da área útil da piscina assim como dos tipos de ondas que poderiam ser criados com as bombas actualmente existentes e posteriormente com outros tipos de bombas adquiridos com os valores trazidos pelo tipo de turista que habitualmente não vem a estas regiões de Portugal.

Ganhavam as pessoas locais e ganhava Portugal pelo prestígio e pela dimensão ibérica que iria adquirir, uma vez que este tipo de piscina é inexistente em toda a Europa. Existem outros tipos de piscinas de ondas do estilo Wave Garden (dinâmica e construção diferentes) na zona de San Sebastián e de Barcelona, mas com a configuração clássica de concentração da energia em 2 muros com expansão pela praia, só mesmo nos Estados Unidos, Dubai, Malásia e Tenerife estando a ser desenvolvida nova tecnologia, nos Estados Unidos, que irá produzir uma onda ininterrupta conforme a configuração da piscina (matriz activa) e a direcção do impulso das ondas geradas.

Vamos debater este assunto que, aparentemente, ninguém se lembrou de trazer à tona? O que acham deste projecto e das suas implicações para o turismo? Poderiam ter feito mais e melhor ou chega a dimensão que possui actualmente?


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