Costa segura ou Seguro encostado?

As lutas internas pelo controlo do PS português nunca foram algo de bonito mas depois do enorme fracasso, francamente antevisto pela maioria das pessoas interessadas na panorâmica política em Portugal, nas eleições para o Parlamento Europeu de 25 de Maio deste ano, provocou uma convulsão fortíssima dentro do partido, obrigando a que António Costa fosse chamado para ser pressionado no sentido de se tornar secretário-geral do PS em detrimento do actual líder António José Seguro.

Pessoalmente não me reconheço em nenhuma das linhas de pensamento uma vez que, como já referi em artigos anteriores, a política tem de ser feita por pessoas e não por organizações nebulosas e escurecidas. Precisamos de transparência e só através da eleição de pessoas específicas conseguimos saber exactamente e até mesmo escrutinar as suas decisões e respectivas implicações na política a seguir pelo país.

Culpabilizar uma organização de pessoas é como tentar imputar a culpa dos naufrágios das nossas naus no Cabo da Boa Esperança ao malvado Adamastor. Nunca mais chegaremos a lado nenhum. A auto-protecção que um partido oferece de dentro para fora é de tal forma estanque que é quase sempre impossível de atribuir a culpa dos seus actos a uma personalidade específica.

Bom mas voltando ao que me trouxe até aqui, cada vez mais distritais do PS retira o apoio ao Seguro que há muito eu apelido de "Escuteiro". E porquê? Porque infelizmente não tem cara nem de líder nem sequer possui nada que faça frente a nenhum dos líderes dos partidos à direita ou à esquerda do PS. O seu discurso é oco, sem alma, desfasado do que se passa à sua volta e tal como o Passos Coelho, vive num mundo desligado das obrigações que a sua organização partidária ajudou a trazer para o país.

Um Partido Socialista fraco e sem expressão deixa caminho para muitas outras forças destroçarem o cenário político nacional, nomeadamente radicais tanto de um lado como do outro do espectro político.

António Costa virá, supostamente, dar corpo e visibilidade a um descontentamento progressivo pela falta de posições contundentes e fortificadas pelo descontentamento dos portugueses com o actual panorama social e político. Que venha então... mas que venha por bem!

Comentem esta minha dissertação em torno deste assunto. Coloquem aqui os vossos pontos de vista e vamos discutir tudo para acertar posições :)

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