PIB... alhada!!!

A recente notícia que veio a "lume" acerca do novo modo de contabilizar os PIB's dos países que pertencem à União Europeia veio semear a incredulidade no seio de quem vive da economia para colocar "pão-na-mesa". Então reza a "aventura" que todas as actividades, mesmo as ilegais, servem para compôr a contabilidade dos estados.

Nesta distorcida visão do que é um PIB, vão entrar como actividades contabilizáveis, a droga, a prostituição, os assaltos, a corrupção, o contrabando e outras actividades que até agora não continham qualquer ligação à economia oficial de um estado da U.E. Acho deveras bizarro este raciocínio porque se vamos adicionar actividades de economia paralela então também deveríam ser incluídas actividades como, o valor do tempo que uma mãe leva a tomar conta de uma criança, o valor do tempo que levamos de casa ao emprego no nosso automóvel ou nos transportes públicos, o valor do tempo que gastamos nas férias, a fazer desporto e até mesmo, e no limite, o tempo que demoramos no W.C....

"Está tudo louco e não é pouco" já lá dizia o outro e confirma-se. A loucura de tentar disfarçar os buracos financeiros nas contas dos respectivos países chegou a uma fase que nada mais interessa do que "lavar as vistas" pois a redução dos défices chegou a um ponto em que, para ir mais além, já tem de ser colocada em causa a própria sobrevivência humana e dos estados. Talvez ainda exista mais algum estadio de demência nos respectivos governos para ultrapassar esse último degrau antes de nos mergulhar a todos no abismo financeiro e na devassidão dos mercados. A "esperança" neste caso é sempre a última a morrer. Para os mais desatentos estou a ser sarcástico, obviamente.

Uma vergonha miserável o que se está a tornar esta União Europeia com todos estes compadrios, falsidades e simulações de realidades que depois apanham os povos no seu caminho cego pela "estabilidade" financeira. A Alemanha vinga-se a todo o momento da vergonha nacional que teve de passar no final da 2ª Guerra Mundial e todos os países se deixam acomodar com essa "vendetta" de efeitos retardados. Parece mesmo a imagem da recuperação económica do Japão no pós conflito mundial nos anos 40 do século XX, só que na ponta onde se Portugal se encontra a reacção a este massacre financeiro não parece surtir qualquer efeito. Continuamos a nossa vidinha calmamente sem nos preocuparmos muito com os efeitos nefastos da influência alemã e com as manobras contabilistas criativas das novas directivas. Deixa-te ficar Portugal. Terás um belo destino.

Digam-me o que pensam desta nova polémica ou se não faz sentido estarmos aqui a discutir seja o que for porque é uma polémica absolutamente estéril?

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