Entregadores de pizzas...

Por vezes pergunto-me se algum controla esta "classe social". Se pelo menos alguém olha devidamente para o que esta malta faz na estrada ou se existe uma secção do Código da Estrada escondida especificamente para desculpabilizar estes "Fitipaldis" das ruas das cidades.

Quem os vê a acelerar nas suas perigosas motinhas de pneus finos e esguios pensa que seria muito bom se algum deles durante as suas entregas e malabarismos na estrada, desse de caras com uma operação STOP e tentasse, de algum modo, fugir das autoridades. Seria muito cómico com toda a certeza.

Também se pode imaginar algo mais erótico como irem entregar pizzas a alguma festa do pijama (ou mesmo sem pijama) na casa de algumas amigas esfomeadas. Nessas alturas deve ser bem agradável pertencer a esta "classe social", no entanto, muitos deles se visse uma festa dessas tinham um ataque cardíaco e nem passavam da soleira da porta.

Mas vamos continuar a dissertação sobre este tipo de pessoas que parecem muito apegadas às suas "motocas" e sem as quais não conseguirão sobreviver nem fazer progredir o negócio do pão chato e redondo cheio de cenas por cima. Pois eu desde que um destes espécimes me bateu por trás na viatura, na zona do Largo do Camões em Lisboa, enquanto eu estava parado num semáforo, só porque estava a olhar para um belo exemplar do sexo feminino em vez de ter atenção à estrada, ando sempre de pé atrás com esta malta.

O estrago não foi avultado e penso que o susto e o dano para o lado ele foi maior do que para o meu. Depois de sentir a pancada na traseira do carro, saí e fui verificar o que se tinha passado e deparei-me com um rapaz nos seus vintes no chão com a parte da frente da mota toda partida. Nem reparei no estrago do meu carro pois tentei ver se ele estava bem e se conseguia levantar-se. Foi uma pessoa honesta e confessou logo ali que não ia com atenção à estrada e por isso respeitei a sua atitude e ajudei-o no que fosse preciso para ele se sentir melhor, pois as pizzas já não podiam ser entregues e existia um dano na sua pequena motorizada.

Assim que pude telefonei para a sua supervisora a relatar o acontecido e para ela não se zangar com o moço pelo sucedido mantendo de fora a parte dele ter olhado para a rapariga no semáforo e não ter olhado para o tráfego parado à espera da luz verde. A senhora foi simpática e perguntou se havia algum dano na minha viatura que pudesse ser coberto pelo seguro que possuem para o efeito e eu disse que não era nada de muito grave e que ficávamos assim. Agradeceu-me a honestidade e a intercedência pelo seu funcionário e desligou.

Dois dias depois estava uma funcionária da empresa de pizzas envolvida na situação, a telefonar-me para me oferecer 2 pizzas à minha escolha mais a respectiva bebida, por ter sido tão prestável na resolução do assunto. Ainda existem estruturas que me permitem dizer: bem-ajam aos bons de coração. Uma óptima publicidade e uma óptima retenção de clientes. Gestão é bastante fácil... as pessoas é que complicam tudo :)

Digam-me o que acham de que me aconteceu acima e se alguma vez tiveram algum episódio igual ou mesmo semelhante.



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