O estado de medo...

Estar num estado de medo é muito stressante. Os nossos sentidos são esticados e consumidos por ideias que, normalmente, não faríam parte do nosso dia-a-dia.

Leva-nos a entrar por caminhos que nos trazem problemas mais sérios. A sensação de sobrevivência fica mais apurada que nunca. Os chamados "olhos-na-nuca" começam a surgir e a energia vital consome-se nesse ciclo vicioso.
Sendo uma alma atormentada pelos eventos e "fantasmas" do seu passado, o sentido de alerta é total provocando falta de sono e uma vontade infindável e avassaladora de escrever tudo o que se passa nos mais recônditos recantos desta mente.

Estou saturado da minha vida, da minha presença neste mundo. Não faço sentido, perdi o foco e o gosto por viver. Nunca fui muito de sorrir porque precisava de motivos para isso mas quase nunca os tive. A minha face quase sempre grave e séria, mostra uma parte da minha alma que não deveria sobressair: a da frustração de vida.

Tantas vezes sinto a minha invisibilidade no seio do meu trabalho, os meus conselhos e opiniões não servem para coisa nenhuma e a importância que tinha em tempos parece ter-se esvaído para pessoas mais novas e com mais formação.

Sem tempo para formações devido a muitas coisas incluíndo ter sido pai, não tenho chance, na actualidade, de chegar aos calcanhares dos cérebros mais jovens e mais libertos para a total dedicação à causa tecnológica... e o estado de medo instalou-se na minha mente sem querer libertá-la nos próximos tempos.
Preciso de ajuda... preciso de me libertar... preciso de voar... preciso de respeito... preciso de atenção... preciso que falem comigo... preciso de gente à minha volta mas sem me sentir sózinho... preciso de tanta coisa e de coisa nenhuma. Sou um ser complicado e atormentado. Sou apenas eu.

Peço desculpa por esta confissão mas uma data derradeira aproxima-se e a pressão está a aumentar na minha vida sem vislumbrar nenhuma saída de vida. Nem psicólogos, nem psiquiatras, nem psicoterapeutas me podem valer... tenho de passar por isto sózinho. Sempre enfrentei tudo sózinho e esta vai ser mais uma batalha. A derradeira batalha para tentar vencer a guerra permanente que é a minha vida. Se falhar... retirar-me-ei condignamente para onde me for indicado e esperarei por melhores e mais luminosos dias.

Obrigado a todos por me lerem e me darem alguma atenção. Bem-hajam...

Comentários

Joana Cardoso disse…
Conheço bem este estado... ;)