Hipsters e seus derivados...

Detesto "hipsters" e seus derivados. Detesto as suas barbas, as suas tatuagens, as suas indumentárias e principalmente as suas atitudes de "diferença" que nada têm de diferente quando comparados com outros grupos de gente que pretende andar na moda.

Essa moda, que pretendem tornar desligada de outras tendências, é ela própria uma tendência e, obviamente, possui seguidores... muitos seguidores. Já não são originais como pretendiam ser. Todos se vestem das mesmas maneiras irritantes: casaco vestido como uma capa, barbas horríveis, calças aos quadrados ou às flores, iPhone na mão sempre a esfregar os dedos no vidro sabe-se lá à procura do quê, sem meias e com um palmo das calças arregaçadas para cima como se estivessem permanentemente à espera de uma cheia que nunca acontece e malinha de senhora (que dizem ser mentira porque é na realidade de senhor).

São irritantes em praticamente todos os sentidos em que consigo visualizá-los. São "trendy" mas alienados. São filhos de boas famílias e desafogados financeiramente. Buscam o isolamento mas são vistos na rua amiúde em transportes públicos (porque ter carro próprio está muito "out" até voltar a estar "in"). Têm um ar "cool" mas ao mesmo tempo alinhado e com roupas que umas vezes jogam umas com as outras e outras vezes estão totalmente em desacordo.

As profissões que escolhem tendem a estar nas áreas do design, da restauração de assinatura, nos bares "in", na fotografia ou no vídeo, na decoração de interiores, etc. Nunca possuem profissões que tenham a ver com força braçal onde a actividade física os possam colocar a suar durante muito tempo. Detestam isso. Gostam de se manter sempre na sua moda mesmo durante as suas profissões e o seu aspecto exige um enorme esforço de conjugação de elementos para que aos olhos de todas as outras pessoas consigam ser vistos como alienados que não se importam com a sociedade onde estão inseridos e com as profissões que escolheram. Irritam-me por serem cada vez mais e estarem a crescer como um vírus nos meios urbanos. Parece que gritam "adorem-me" ou "adorem-nos", sem na realidade o merecerem de todo.

Esforçam-se tanto para tentar ser alienados que confundem-se frequentemente com modelos estilo lenhadores canadenses ou americanos dos estados com fronteira com o Canadá, que vieram até à cidade para mostrarem a sua vida modesta mas dentro de parâmetros citadinos. Esta tribo que eclipsou totalmente os metrosexuais, teve origem exactamente nesse movimento metrosexual. Cansados de tanto cuidar do seu aspecto e do esforço que isso exigia, voltaram 180º no sentido à vida e tornaram-se exactamente o simétrico do que até aí tinham sido.

Por vezes não sei se as suas tatuagens serão apenas simples pinturas que serão removidas uns tempos depois, se serão mangas justas à pele com as pinturas já incluídas ou se serão realmente tatuagens definitivas. Se forem esta última opção posso já dizer que fazem algo que um dia quando forem velhos e não estiverem tão "hipsters" muito provavelmente se irão arrepender terrivelmente. Uma coisa sei muito bem... todos se parecem com homossexuais lenhadores latentes ou mesmo assumidos. Digo isto sem qualquer receio do que me irão chamar.

Espero pelas vossas opiniões sobre este grupo de "pessoas" que mais tarde ou mais cedo, igualmente se irão cansar do seu aspecto e voltar ao aspecto limpo, arranjado e integrado na sociedade... infelizmente mantendo as pinturas corporais como memória de um tempo longínquo que jamais poderão apagar.

Comentários

Elsa Barreto disse…
Um querer ser diferente tornando-se monótona e ridiculamemente iguais
Ridículos é a palavra certa, Elsinha!!! :D Acertaste na mouche :D