Manobras perigosas...


São cada vez mais os condutores que na sua ânsia de chegar sabe-se lá onde, executam ou provocam com que outros executem, manobras perigosas no trânsito. Já não é a primeira vez que aqui escrevo acerca de como é uma perfeita loucura conduzir nesta cidade de Lisboa e ter de lidar diariamente com todos os egos que se sentam atrás do voltante de cada veículo que vemos circular nas estradas e ruas desta cidade.


Não é a única cidade onde vi isto a acontecer e espero não ser a última. Muitas outras cidades por onde passei como condutor, em Portugal e no estrangeiro, a maioria dos condutores dentro do espaço urbano, possuem atitudes iguais ou parecidas, registando a pior de todas em Luanda que realmente, foi onde vi o maior caos de trânsito onde alguma vez tive o azar de me meter. Aqui em Portugal ainda existem regras e, mal ou bem, as coisas lá vão escoando. Em Luanda, as coisas não ANDAM NADA!!! Quando fica tudo parado... FICA TUDO PARADO!!!

Surgiu a ideia de voltar a esta questão devido ao número de acidentes, mortos e feridos que aconteceram nesta época natalícia e que irão certamente voltar a acontecer na próxima noite quando for o "reveilon" de 2015 para 2016. As horas que antecedem a passagem do ano civil, é profícua em devastação automobilística e onde famílias irão ficar devastadas devido à incúria de diversos dos seus membros nas estradas nacionais.

Depois das desgraças acontecerem vêm as customeiras desculpas para os acidentes: meterologia adversa, a culpa foi do outro, a estrada estava escorregadia, o da frente travou quando eu estava a arrancar, o motor era fraco demais para a ultrapassagem, o filho da mãe do outro condutor encandeou-me, pensava que dava, estava com pressa para chegar a casa de familiares, etc... etc... etc... Uma ladaínha descentralizada da culpa do próprio condutor por avaliar erroneamente a sua condução, o estado da via, o estado do trânsito e o estado do tempo.

Dizer mal das autoridades ou de quem idealizou as vias, é desde logo outra das desculpas que se costuma colocar à frente para desculpabilizar as atitudes inconscientes dos condutores seja em que época do ano for. Eu até gostava de ver se não existissem autoridades durante pelo menos uma semana, como estaria o caos montado. Seriam acidentes por todos os lados, mortos e feridos pelo chão, automóveis desfeitos com pessoas encarceradas, vias cheias de óleo (provocando outros acidentes de seguida e perdurando no tempo), etc... etc... etc... Estes "etc" englobam muito sofrimento e desde logo prefiro descrevê-lo deste modo.

Outra das "manobras perigosas" situa-se à mesa e, apesar de entender e incentivar o seu comércio numa componente histórica e económica, não deixo, sempre que posso, de criticar quem bebe demasiado e ainda assim se sente o "rei do volante". Essa atitude é de tal forma displicente, que deixo logo de imediato de respeitar essas pessoas e tento por todos os meios que deixem de lado essa "arma" que estão a ingerir. Essa "arma" em conjunto com um pedaço de metal a que chamam "automóvel", constitui a origem do maior índice de acidentes que há memória na existência do ser humano.

É uma batalha perdida a não ser que se tomem atitudes déspotas e impopulares. A exigência de responder rapidamente a este sinistro permamente que tantas vidas ceifa, constitui a base para a implementação de medidas drásticas de modo a proteger os próprios condutores infractores e as potenciais vítimas que poderão vir a morrer por intermédio das suas acções inconscientes. Tivesse eu como Ministro da Administração Interna e muita coisa mudaria neste plano. Desde já mandaria implementar o cálculo de velocidades em auto-estradas baseado no tempo de "check-in" e de "check-out" nas portagens. Este método é extremamente eficaz na dissuasão de velocidades acima das regulamentadas.

Podem, no entanto dizer, que esse método pode ser rapidamente viciado, devido aos tempos de paragem nas áreas de serviço ou de descanso... e eu respondo-vos: quem está com pressa não pára nesses sítios tempo suficiente para que o sistema reduza a velocidade pontual em zonas específicas onde se situariam radares ou sensores sem aviso prévio aos condutores. Outra das ideias que mandaria implementar, seria o controle automático das matrículas nas áreas de descanso e gasolineiras. Desse modo poderíamos descontar esse tempo de paragem nos cálculos da velocidade.

Por ter falado em radares ou sensores pontuais, os avisos da sua existência quase em cima do equipamento, seriam removidos de modo a consciencializar os condutores que a seguir ao sinal de troço de velocidade vigiada por radar, estaria uma via extensa onde em qualquer dos seus km, poderia estar um ou vários sensores de medição de velocidade. Deste modo, obrigar-se-ia a uma redução drástica e permanente das velocidades e desse modo dos acidentes com consequências mortais.

Não acho que esteja a ser ingénuo, pois as ideias que possuo seriam de facto eficientes e são o resultado de uma condução diária e com grande atenção a todas as barbaridades que se cometem diariamente com um volante nas mãos. Pegando em tudo isso e pensando em soluções drásticas para essa questão, formulei essas algumas ideias que penso seriam de todo mais-valias para poupar muito desgosto e desgraça por este país fora.

Digam-me o que pensam deste assunto e se concordam ou não com as minhas ideias. Gosto de saber que outras opiniões existirão sobre estes problemas de consequências reais. Fico à espera das vossas intervenções.

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