Animais "In", Humanos "Out"...

Não estou muito por dentro da lei que salvaguarda os animais dos actos cruéis dos humanos mas deve rezar algo parecido com isto: "se fizeres mal a um animal, e fores apanhado, estás lixado para o resto da vida". Esta lei foi implementada e correctamente, mas padece de alguns vícios e algumas inconsistências que importa "trazer a terreiro":
  • Se em presença de uma invasão de formigas, é-nos permitido borrifá-las com "remédio" e livrar-nos assim dessa praga?
  • Se em presença de uma invasão de baratas, é-nos permitido fazer o mesmo descrito acima?
  • Se em presença de uma invasão de aranhas, é-nos permitido fazer o mesmo descrito duas vezes acima?
  • Se em presença de uma invasão de cães vadios, é-nos permitido controlar a proliferação de animais recorrendo à eliminação dos excedentes?
  • Se em presença de, basicamente, qualquer tipo de invasão de animais ou insectos em excesso, é-nos permitido recorrer ao seu controlo a partir de métodos não aprovados pela Sociedade Protectora dos Animais ou por leis que os protegem?
No caso de não ser possível recorrer aos métodos de controlo de animais ou insectos, qual a nossa possibilidade? Sucumbir à invasão e dizer adeus à paz ou à própria vida?

Numa rápida análise às buscas na Google sobre este tema, não aparece nenhuma entrada que esteja de acordo com a protecção da vida humana em face de uma invasão de animais. Isso leva-me a entender que se dá mais importância à vida animal do que à vida dos humanos na actualidade. Posso estar muito errado em relação ao que se vislumbra, mas o que é facto é que a legislação que já saiu e que está para sair, dá mais relevância ao facto dos humanos se subjugarem à existência de outros seres com vida no nosso planeta, que ao próprio melhoramento da raça que domina este mundo.

Não me entendam mal, eu gosto muito da minha vida tal como gosto da vida de todas as criaturas vivas deste planeta, mas uma coisa é morrer e outra é sobreviver. Se não quero estar em risco, não quero que os meus filhos estejam em risco, tenho de me precaver e em relação a esta temática, não concordo com algumas particularidades  das opiniões generalizadas das pessoas que são pró-vida dos animais.

Se não existir um controlo permanente da população não humana, a vida de todos ficará muito mais difícil e neste caso é matar ou morrer. Como não pretendo morrer tão cedo, prefiro matar... pela sobrevivência, pela alimentação e pela defesa do meu espaço e do espaço dos meus filhos.

A imagem colocada acima denota bem o estado em que as coisas estão em muitas cidades brasileiras e como poderão vir a estar em cidades portuguesas, onde matilhas de cães abandonados ou mesmo crescidos em total liberdade, circulam pelas ruas em busca de alimento... que poderá ser qualquer coisa desde que se mexa e respire. Se não se alimentarem de coisas que mexam e respiram, a possibilidade de virem a adoecer e até morrer, é bastante elevada (por comerem alimentos já apodrecidos e com larvas, numa tentativa de sobreviverem).

Esta atitude desses animais, poderão trazer doenças aos humanos resultantes da degradação dos diversos cadáveres de animais comidos ou por comer, que jazem pelas ruas, vielas, matas ou outros recantos não visíveis e iluminados das áreas onde os humanos habitam.

Tudo isto necessita de ser bem melhor pensado e não apenas imaginado como leis que protegem o animal em si e abandonam o bem-estar comum ou a devida integração dos animais na sociedade (sem existirem excessos sejam de que espécie forem).

Comentem esta minha opinião e pensem bem no que fariam se as várias situações que decrevi lá mais acima, vos acontecessem em qualquer altura da vossa plácida existência.

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