Festival Eurovisão 2017

O Salvador Sobral em parceria com a sua irmã, ganharam o Festival Eurovisão 2017. Um festival nuns moldes muito diferentes daqueles a que estávamos habituados a ver, quando éramos crianças.

Como sempre, nunca fui fã deste tipo de música e muito menos do dinheiro gasto pelo nosso país para retirar parcos votos de cada uma das suas deslocações. Nunca escondi isso nas redes sociais e nunca escondi isso na vida real.

Ora, como todos sabem, as redes sociais são todas politicamente correctas e a democracia nesses espaços é tão válida como as opiniões de um súbdito perante o seu monarca. Vem isto a propósito, do que referi no Facebook relativamente à actuação do Salvador nos palcos por onde passou: não daria nada por ele e muito menos pela sua actuação.

Não que seja mau rapaz ou que não tenha talento para o que faz, mas pelo modo como se apresentou nesses mesmo palcos e pelo modo como essa imagem obteve uma reacção paternalista por parte dos votantes neste festival. Foi precisamente isso que o fez ganhar a competição e o afecto de quem votou nele... não a qualidade da actuação em si.

Para quem não se incomoda com esses pormenores, irão dizer que o que importa mesmo foi ter ganho, e na realidade estão correctos, mas... eu não gostei da música, da interpretação, da presença em palco e... do paternalismo. Contas do meu rosário... e como tal exponho as minhas opiniões tal como todos têm o direito a expôr as opiniões a favor.

Ora, apresentar estes argumentos numa rede social, sem que nos cerquem e tentem linchar, é algo impossível de executar pois apenas e somente quem concorda e rejubila com a vitória do Salvador, tem o direito divino de expôr a sua palavra e designá-la como verdadeira e pura. Eu chamaria a isto outra coisa, mas por ora não o farei.

Desde a sua primeira aparição nas audições para cantor, quando ainda tinha 19 anos, se não me falha a memória, reparei que tinha uma preferência pela música soul e como tal não tinha fibra para música festivaleira, como a que se pretendia para a Eurovisão.

A vida dá muitas voltas e, como tal, lá voltei a ver o Salvador nas... eliminatórias (outra modernice do novo formato da competição musical) e ver como ele galgava posições até ser constantemente seleccionado para uma competição que nada tinha a ver com o tipo de música que cantava.

Mais espantado fiquei quando o vi ser totalmente apurado para representar Portugal na Eurovisão com o tipo de música que, de festival, nem sequer o nome possuía. Está tudo maluco? Portugal vai ser esmagado, pensei eu. Mas depois começou a influência da máquina de marketing portuguesa (algo que nunca existiu no passado e com outro formato de competição), e aí notou-se que algo iria acontecer, uma vez que vários eram os países que se encontravam de preferências voltadas para o nosso intérprete.

Portanto, e apesar de não me ter agradado de todo, dou-lhe os meus parabéns (e à sua irmã) assim como os meus votos de maiores sucessos e melhores músicas do que a que levou a esta competição internacional em Kiev na Ucrânia.

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