Manipulação de Massas...


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Manual para manipular a população criado há 17 anos, está a ser seguido à risca em Portugal.

No meio de tantas notícias bombásticas e do caos onde se encontra a política portuguesa, nem nos apercebemos que estamos a ser constantemente manipulados.

A prova disso veio através de um “guia” de como manipular as massas (vulgo “Zé Povinho”), publicado em 2002.

Inspirado por algumas teorias, inclusivé as de Noam Chomsky, cientista cognitivo e um dos maiores filósofos contemporâneos, considerado o “pai da linguística moderna”, o escritor francês Sylvain Timsit criou uma lista com as 10 Estratégias de Manipulação em Massa.

O documento mostra as artimanhas que as elites políticas e económicas usam para “manipular a cabeça” e controlar a população, isso quando os cassetetes e bombas de gás lacrimogénio, não são permitidos.

No entanto, o mais assustador de tudo é a relação das estratégias com o cenário actual do nosso país. Não conseguimos terminar a leitura, sem ter certeza de que estão seguindo a “cartilha” à risca. Verifique por si próprio!

1. A Estratégia da Distracção

Esta é considerada uma tarefa básica ao controlar a população. Desviar a atenção das pessoas sobre os problemas que são realmente importantes e fornecer outro assunto qualquer para elas pensarem.

Na Roma Antiga havia uma estratégia parecida, chamada pelos historiadores como “Pão e Circo”, onde os grandes soberanos ofereciam espectáculos como duelos e batalhas como forma de entreter o povo e claro, evitar que pensem no que estava a acontecer realmente.

2. Criar problemas e depois oferecer soluções

Essa estratégia também é conhecida como “problema-reacção-solução” e consiste em criar um problema para causar uma grande reacção da população, para depois apresentar a solução para esse problema.

Mas existe um detalhe, essa solução já era prevista. O problema criado serve apenas de pavio para a população acreditar que tal solução é realmente necessária.

3. A Estratégia da Gradualidade

Como fazer a população aceitar uma mudança aparentemente inaceitável? Fazendo aos poucos, uma “gotinha” de cada vez. É exactamente assim que dezenas de medidas, que provavelmente seriam desaprovadas pela população caso fossem feitas “de uma só vez”, são aplicadas na sociedade.

Um exemplo clássico aconteceu na Alemanha pré-nazi, com a liderança de Hitler. Nada muito diferente do que vemos hoje: “primeiro proibimos a nudez nos museus, amanhã proibimos a música, depois rasgamos os livros e daqui a três anos poderemos queimar os revolucionários na fogueira. O final parece absurdo, mas já aconteceu no passado distante.

4. A Estratégia Diferida

Mas a gradualidade não é a única maneira de fazer com que se aceite uma decisão absurda. Outra táctica usada para a manipulação é apresentar a mudança como uma medida muito difícil, porém extremamente necessária para a sociedade. "...mas podem ficar descansados pois ela só vai acontecer no próximo ano"

Deste modo, a aceitação pública é favorável por ser um sacrifício futuro, já que não vamos sofrer de imediato. Além disso, como uma parcela da população ingénua, costuma acreditar que as coisas realmente vão melhorar “até lá”, isso contribui para que eles consigam o que querem.

5. Tratar o público como crianças

Boa parte das propagandas, até as voltadas para o público adulto, utilizam um tom, argumentos e até personagens bastante infantis, de acordo com Chomsky e Timsit, quanto mais infantil for o tom do recurso usado, mais é um sinal claro de que nos estão a tentar enganar.

Incluíndo argumentos simplistas, sem muito aprofundamento, entram nessa lista “infantilóide”. A explicação para isso deve-se ao facto de que, quando nos tratam como crianças, inconscientemente reagimos e respondemos ao estímulo da forma com que fomos tratados, como uma criança. E convencer os pequenos é bem mais fácil, não é verdade?

6. Apelar à emoção e não à reflexão

Apelar ao sentimentalismo, tentar tocar no "coraçãozinho" das pessoas, é uma excelente estratégia para causar um atraso na resposta racional à situação, e assim acabamos a perder também o nosso sentido crítico.

E ao falar de emoções, é importante citar a raiva, o ódio ou o medo. Trabalhar com sensações destrutivas é ainda mais simples para manipulação, pois o cérebro entra em estado de atenção, de sobrevivência. Assim, usando estes sentimentos como ingrediente, praticamente tudo o que é dito, é rapidamente absorvido. Não é a toa que matérias sensacionalistas, que pingam sangue, fazem tanto sucesso.

Normalmente, essa forma apelativa vem sempre acompanhada da estratégia de número 4 ou 5. Além disso, quando se consegue atingir o lado emocional da pessoa, é extremamente simples implantar ideias e induzir comportamentos.

7. Manter o povo na ignorância e mediocridade

Quem tem acesso às informações, à cultura e a todas as tecnologias, provavelmente será mais sagaz na hora de ser ludibriado. Então, limite esse acesso. Manter a população na ignorância, sem conseguir acompanhar os passos e avanços que a sociedade dá, é uma óptima maneira de a manipular.

8. Estimule a população a aceitar a mediocridade

Ao limitar o acesso ao conhecimento à população em geral, é induzida a crença de que essa situação é comum e aceitável. Repare como os filmes e a grande mídia retratam sempre o intelectual como chato, o "nerd" como “estranho”, enquanto super valoriza personagens como chulos e celebridades sem qualquer conteúdo.

Outro exemplo são os programas populares da televisão que se utilizam desse método, valorizando a ignorância e mediocridade, apelando à bizarria para manterem as audiências. Fazer com que todos pensem que é mais "cool" ser burro, ignorante e até mesmo vulgar, e assim fica tudo resolvido – beijos, Kardashian!

9. Substituir a revolta pela culpa

Em contrapartida, apesar das pessoas acreditarem que está na moda ser medíocre, é necessário deixar bem claro que a situação desfavorável em que se encontram é unicamente culpa da ignorância delas.

Seguindo esse modelo, não é a falta de uma política sócio-económica focada na melhoria do nível de vida das pessoas ou a falta de oportunidades iguais para toda a população. A culpa de estar numa situação desagradável é única e exclusivamente da própria pessoa.

Implementando essa lógica na sociedade, ao invés da população revoltar-se contra a falta de iniciativas do governo, é gerado um sentimento de incapacidade e depressão. Esses sentimentos tendem a inibir a acção das pessoas, ou seja, elas não questionam. No fundo acreditam que a culpa é delas, ou ainda pior, dos outros.

10. Conheça o povo melhor do que ele se conhece

Nos últimos anos, foram grandes os avanços alcançados pela ciência, porém, todo esse conhecimento adquirido não foi totalmente “transmitido” para a população. Informações no ramo da biologia, neurobiologia e da psicologia já são capazes de desvendar alguns “segredos” do ser humano, tanto físicos quanto psicológicos.

Deixar todo esse conhecimento fora do alcance das classes inferiores dá às oligarquias dominantes, controle total da sociedade, pois acaba por se conhecer o indivíduo mais profundamente do que ele se conhece.

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